Patrick Mameli fala sobre novo álbum do Pestilence, turnês e do hiato de 15 anos do grupo

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18 de junho de 2010 por osagaz

O site americano The Metal Register entrevistou recentemente Patrick Mameli e Patrick Uterwijk, ambos guitarristas da banda de death metal holandesa Pestilence. Os músicos falaram sobre a sua turnê norte americana, sobre o porquê de o grupo ter ficado 15 anos afastado dos palcos e sobre as gravações do novo disco, Doctrine , sucessor de Ressurection Macabre, de 2009.

Mameli disse que a banda entrou em hiato para que ele e seus companheiros pudessem ter uma vida normal. “Ter um trabalho regular, e se afastando da cena, se afastando do metal, se afastando da música. Sabe, tentando colocar a vida em ordem, porque quando você está numa banda – e não importa se você está numa banda de death metal, qualquer banda – quando você está numa banda você fica bastante na estrada. Essa é sua vida, mas isso te cansa bastante, te esgota. Nós ficamos esgotados com toda essa coisa, então levou quinze anos pelo menos para ganharmos um saudável apetite por destruição,” afirma o guitarrista.

Ouça Ressurection Macabre, do último álbum do grupo, homônimo, lançado em 2009

O músico falou que o Pestilence nunca quis se repetir em seus discos. “Nós sempre tentamos lançar um disco que é diferente de seu antecessor. Nós temos Malleus Malleficarum [N.E: primeiro álbum do grupo, de 1998], que era um pouco mais thrashy. Depois nós viemos com Consulming Impulse [N.E. segundo álbum, de 1989], que era mais voltado para o death [metal]. E depois nós chegamos ao topo com Testimony of Ancients, porque nós incorporamos teclados e não tantas bandas estavam fazendo isso na época, saca?” diz Mameli, que aproveitou para dizer que Doctrine será diferente de tudo o que a banda já fez, muito por causa da formação estável da banda. “O novo álbum, Doctrine, será bem diferente de Ressurection [Macabre], de novo, é claro. Nós queremos fodidamente nos superar e ficarmos melhores, e melhores, e melhores todo o tempo. Saca, com um line-up estável nós não temos que ir toda hora à Internet e mandar alguns riffs para eles por e-mail e esperar o retorno,” completa o músico.

O líder da banda também falou que considera o grupo estadunidense Cynic uma influência decisiva para a banda ter se tornado mais técnica. “Quando você começa a conhecer melhor seu instrumento você passa a fazer sons melhores. Foi isso que fizemos, sons melhores. Então, passamos a sair bastante com os caras do Cynic e eles estavam ouvindo, saca, jazz pesado e, merda, fusion. E nós realmente fomos influenciados por aquilo,” conclui.

Além de Mameli nos vocais e guitarra e Uterwijk na outra guitarra, o baixista Jeron Paul Thesseling e o baterista Yuma Van Eekelen completam o grupo

Fonte: The Metal Register

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